A greve do magistério e a corrupção são bons temas para quem quer aplicar o golpe do cobertor curto.
Se o CPERS faz greve, é radical e irresponsável.
Se não faz, é pelego.
Se o governo paga o piso, quer quebrar o Estado.
Se não paga, trai suas promessas de campanha.
A corrupção da direita raramente chama a atenção dos críticos da corrupção da esquerda.
O contrário também é verdadeiro.
O que está em jogo é ódio de parte de alguns ao PT.
O argumento é simples: O PT criticava todo mundo, julgava todo mundo.
Não fosse isso, estaria tudo bem.
Todos iguais.
O problema não é a corrupção, mas o fato de que o PT, em certo momento, bancou o superético e encheu o saco dos outros.
O problema, por outro lado, não é a corrupção, mas o último argumento possível para se vingar de um PT tornado, enfim, igual a todos.
O problema é o bolsa-família, o ProUni, os altos índices de aprovação do Lula, a faxina da Dilma, a estabilidade econômica, etc.
Falo assim só para provocar os que me acusam de ser petista.
Os petistas de carteirinha me acusam de ser de direita.
Não tenho partido.
Nenhum merece a minha adesão.
Sou anarquista.
Poeticamente libertário.
Rotineiramente analista de discursos e conteúdos.
Não tenho partido.
Mas poderia ser de qualquer um.
Não é crime pertencer a qualquer um dos partidos brasileiros.
Nem ao PT.
Como diz o outro, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra.
Pode o Dem, o PP ou o PSDB julgar o PT?
O problema do PT é ter dito que nunca faria o que fez.
A questão importante para o observador franco-atirador não é que um diz, mas o que todos fazem.
Bem, parece que o PSOL não pecou.
Eu poderia ser do PSOL.
Mas não sou marxista.
Aquele que odeia sempre quer aplicar o golpe do cobertor curto.
Se vê os pés, reclama da nudez da cabeça.
Se vê a cabeça, reclama da nudez dos pés.
Só quer um pretexto para exalar sua ideologia do ressentimento.
Normalmente como acusação ao ideologismo dos outros.
Ninguém mais ideológico do que aqueles que passam o tempo criticando as posturas ideológicas dos outros.
A direita brasileira inventou que não tem ideologia.
Só a esquerda seria ideológica.
Inventou também que qualquer concepção de esqueria seria atrasada.
A direita nem existira mais.
Só existiria a esquerda como um vestígio, um anacronismo.
Pura retórica ideológica.
Dito tudo isso, pois amanheci de bom humor, é preciso afirmar algo complexamente antagônico e complementar:
Os professores têm razão em fazer greve pelo piso.
Querem o cumprimento da lei.
Cobraram isso da governadora Yeda Crusius.
Cobram o mesmo do governador Tarso Genro.
O governo fala certamente a verdade quando diz que não pode pagar agora.
Com algum esforço, pode-se chegar ao entendimento.
Por exemplo, o governo marcar um data para o pagamento e encontrar meios para fazer isso.
Com jeito, sempre tem um jeito.
Bastaria, por exemplo, dar menos isenções fiscais a grandes empresas.
Fica uma pergunta: por que só quatro Estados não conseguem pagar o piso?
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
Se o CPERS faz greve, é radical e irresponsável.
Se não faz, é pelego.
Se o governo paga o piso, quer quebrar o Estado.
Se não paga, trai suas promessas de campanha.
A corrupção da direita raramente chama a atenção dos críticos da corrupção da esquerda.
O contrário também é verdadeiro.
O que está em jogo é ódio de parte de alguns ao PT.
O argumento é simples: O PT criticava todo mundo, julgava todo mundo.
Não fosse isso, estaria tudo bem.
Todos iguais.
O problema não é a corrupção, mas o fato de que o PT, em certo momento, bancou o superético e encheu o saco dos outros.
O problema, por outro lado, não é a corrupção, mas o último argumento possível para se vingar de um PT tornado, enfim, igual a todos.
O problema é o bolsa-família, o ProUni, os altos índices de aprovação do Lula, a faxina da Dilma, a estabilidade econômica, etc.
Falo assim só para provocar os que me acusam de ser petista.
Os petistas de carteirinha me acusam de ser de direita.
Não tenho partido.
Nenhum merece a minha adesão.
Sou anarquista.
Poeticamente libertário.
Rotineiramente analista de discursos e conteúdos.
Não tenho partido.
Mas poderia ser de qualquer um.
Não é crime pertencer a qualquer um dos partidos brasileiros.
Nem ao PT.
Como diz o outro, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra.
Pode o Dem, o PP ou o PSDB julgar o PT?
O problema do PT é ter dito que nunca faria o que fez.
A questão importante para o observador franco-atirador não é que um diz, mas o que todos fazem.
Bem, parece que o PSOL não pecou.
Eu poderia ser do PSOL.
Mas não sou marxista.
Aquele que odeia sempre quer aplicar o golpe do cobertor curto.
Se vê os pés, reclama da nudez da cabeça.
Se vê a cabeça, reclama da nudez dos pés.
Só quer um pretexto para exalar sua ideologia do ressentimento.
Normalmente como acusação ao ideologismo dos outros.
Ninguém mais ideológico do que aqueles que passam o tempo criticando as posturas ideológicas dos outros.
A direita brasileira inventou que não tem ideologia.
Só a esquerda seria ideológica.
Inventou também que qualquer concepção de esqueria seria atrasada.
A direita nem existira mais.
Só existiria a esquerda como um vestígio, um anacronismo.
Pura retórica ideológica.
Dito tudo isso, pois amanheci de bom humor, é preciso afirmar algo complexamente antagônico e complementar:
Os professores têm razão em fazer greve pelo piso.
Querem o cumprimento da lei.
Cobraram isso da governadora Yeda Crusius.
Cobram o mesmo do governador Tarso Genro.
O governo fala certamente a verdade quando diz que não pode pagar agora.
Com algum esforço, pode-se chegar ao entendimento.
Por exemplo, o governo marcar um data para o pagamento e encontrar meios para fazer isso.
Com jeito, sempre tem um jeito.
Bastaria, por exemplo, dar menos isenções fiscais a grandes empresas.
Fica uma pergunta: por que só quatro Estados não conseguem pagar o piso?
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
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